Os deuses serpentes, a família réptil

Klimt-Hygeia

O culto ao Deus Serpente era reverenciado em muitas partes do planeta Terra, a deusa serpente egipciana por milhões de anos teve “vários nomes”, Wadjet (Serpente divina) depois Ua-Zit (Aquela que tem o colar do Papiro) o verde, Ua-Zit derivou Au-set, mais tarde Sothis e no final Ísis, ou Iside, cujo significado è “trono”: seu filho Horus sentou-se em cima dela como se fosse um trono.
Na antiga Roma, de precisão na região Lazio haviam vários cultos aos deuses serpentes, como aquele de Giunone Sospita a Lanuvio e aquele de Boa Deusa no Aventino.
Uma coisa é certa: O culto a serpente passou por milhões de anos, muito forte, inatacável e sentido da todos. Por esse motivo o nascente Patriarcado da igreja catolica fez de tudo para enfraquecer a majestosa potencia de um animal que doava muito poder as pessoas,  iniciava uma grande campanha contra os deuses serpentes, dessa forma houve através da igreja uma campanha para denegrir e meter em dúvida a sacra serpente, em muitas legendas encontramos em Pérseo o personagem que influenciou a base iconográfica. Por duas ocasiões ele leva vantagem sobre os reptis mitológicos: Uma vez liberta Andrômeda matando um dragão marinho, em outra ocasião matando Medusa. Precedente a Pérseo tinha o babilônio Deus Marduk que vence o reptil da deusa Tiamat, apos encontramos Horus que apunhala o crocodilo e Apolo que mata o Pitao sagrado de Delfi, tomando posse do santuário da deusa Gea, depois tem Argo que mata Echidna; Eracle que ainda no berço enforca os dois serpentes mandados da Era; e l’ittita Telepinus, deus da agricultura que vence a serpente do caos Illuyankas, restabelecendo a ordem.
A esse ponto da historia do homem foi simplesmente limitado a meter em segundo plano a mulher serpente. No correr dos anos a igreja católica iniciou uma demonização do culto ao deuses serpentes e criando uma pratica de inferiorização das mulheres, dessa forma criam propositadamente o mito de satanás que é personificado como a serpente que engana a ingênua Eva num paraíso criado para desmoralizar o culto aos deuses Reptis sendo dessa forma a única maneira de vencer e atrair fiéis para a igreja católica, através do medo e da submissão. Os contos bíblicos destacam algumas lendas criadas politicamente como a figura de São Jorge que mata o dragão (reptil) e depois São Patrício que espanta a serpente da Irlanda, metáfora para referir a ação cristiana que perseguiu e destruiu todos os cultos mágico-religiosos denominados pelos cristianos como pagãos.
A igreja católica produz uma imagem excessivamente apelativa para manipular seus fiéis: Nossa Senhora que pisa na cabeça da serpente (a deusa serpente) destruindo o poder divino da mesma.
Basilisco (Rei serpente) e todos os reptis que eram venerados são demonizados pela igreja divulgando como seres que espalham desgraças, pestes essas terríveis criaturas, (exemplo Biscione de Milão) e por ai vai toda uma campanha política contra o culto aos deuses serpentes para colocar a igreja católica sobre o poder da humanidade.
Pela nossa fortuna o culto a serpente como outros cultos denominados pagãos, não morreram sobreviveu em muitos países inclusive na Africa.

Autora: Andreia Camargo

Pesquisas em site de língua italiana: Magazine


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