O massacre dos índios.

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Na foto Daiara Tucano em 2015 pedia ajuda contra o extermínio de índios, mas hoje o tema é atual o massacre de índios continua e o governo fecha os olhos porque tem os interesses de capitalistas que exploram aquelas terras, é vergonhoso e cruel invadirem as terras dos índios o verdadeiro dono da terra e ainda massacrarem com crueldade, agredindo até mesmo crianças sem piedade. O ultimo massacre de índios isolados em agosto desse ano (2017) pode ter sido a maior tragédia indígena das últimas décadas, Terra Indígena Vale do Javari, extremo oeste do Amazonas. As mortes por garimpeiros dos índios conhecidos como “flecheiros” aconteceram no rio Jandiatuba, afluente do rio Solimões, no município de São Paulo de Olivença, na fronteira com Peru e Colômbia. Segundo o depoimento de alguns índios as mortes ultrapassam mais de vinte pessoas. Vejam o vídeo de Daiara Tucano feito em 2015, mas que é ainda atual pelos massacres que ocorreram no mês de agosto.  (Andreia camargo.com)

“A situação dos povos indígenas nesta região é desesperadora e, infelizmente, a situação da Funai nunca esteve pior em relação a orçamento. Esta Coordenação Técnica Local (CTL) tem apenas dois colaboradores e responde por quatro municípios, quatro terras indígenas, apesar de atender indígenas de seis TIs, com um total de 70 aldeias em sete diferentes rios, 1,47 milhões de hectares para fazer vigilância e um público de mais de 5 mil índios de quatro etnias, com distâncias fluviais acima de 1.800 quilômetros para algumas aldeias.”

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Na região que concentra a maior quantidade de etnias isoladas do Brasil, não há juiz, Ministério Público Federal e nem Ibama:

“Este ano, até a presente data, a CTL não recebeu um centavo sequer para a manutenção e tampouco para outras ações. O município não tem juiz titular há mais de três anos, não temos representações do MPF, Polícia Federal ou mesmo Ibama. As ações têm acontecido em parceria com a Polícia Militar e, atualmente, com a mudança da gestão municipal, a Secretaria de Meio Ambiente, antes parceira nas ações, agora tem se esquivado de participar.”

O desespero do coordenador também é compartilhado por Gustavo Sena, da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari. Ele relata que cerca de 10 pessoas fazem a segurança e vigilância dos 8,5 milhões de hectares e descreve a dificuldade de ter acesso à área:

“Além dela concentrar a maior quantidade de índios isolados do Brasil e de repente até no mundo, ela é uma terra indígena muito grande, são 8,5 milhões de hectares. Então a gente atua hoje em dia com uma dificuldade muito grande devido a essa política do governo de desmonte da Funai. Pra fazer essa proteção e acompanhamento, a gente tem aí uma média de dez servidores, que se revezam, nas bases de vigilância, fazendo expedições, trabalhando com recente contato. Pelo rio, se você for descer, tem que descer pelo rio Solimões, até a foz do rio Juruá, e descer pelo Juruá. Depois só de avião, de Tabatinga para Eirunepé, ou pode subir o Rio Taquari, e por terra, no Rio Juruá, seguir até Eirunepé. Então é muito difícil o acesso a essa região.”  (Carta capital).

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