Manuel Bandeira

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Nome completo Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho
Nascimento 19 de abril de 1886 Recife, Pernambuco
Morte 13 de outubro de 1968 (82 anos) Rio de Janeiro, Guanabara
Residência: Rua Morais e Vale 57, Rio de Janeiro
Nacionalidade: Brasileiro
Ocupação Poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor.

Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de sua esposa Francelina Ribeiro de Sousa Bandeira, era neto paterno de Antônio Herculano de Sousa Bandeira, advogado, professor da Faculdade de Direito do Recife e deputado geral na 12ª legislatura. Tendo dois tios reconhecidamente importantes, sendo um, João Carneiro de Sousa Bandeira, que foi advogado, professor de Direito e membro da Academia Brasileira de Letras e o outro, Antônio Herculano de Sousa Bandeira Filho, que era o irmão mais velho de seu pai e foi advogado, procurador da coroa, autor de expressiva obra jurídica e foi também Presidente das Províncias da Paraíba e de Mato Grosso. Seu avô materno era Antônio José da Costa Ribeiro, advogado e político, deputado geral na 17ª legislatura. Costa Ribeiro era o avô citado em “Evocação do Recife”. Sua casa na rua da União é referida no poema como “a casa de meu avô”.

No Rio de Janeiro, para onde viajou com a família, em função da profissão do pai, engenheiro civil do Ministério da Viação, estudou no Colégio Pedro II (Ginásio Nacional, como o chamaram os primeiros republicanos). Foi aluno de Silva Ramos, de José Veríssimo e de João Ribeiro, e teve como condiscípulos Álvaro Ferdinando Sousa da Silveira, Antenor Nascentes, Castro Menezes, Lopes da Costa, Artur Moses.

Em 1903 terminou o curso de Humanidades, a família se muda para São Paulo, onde iniciou o curso de arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, que interrompeu por causa da tuberculose (1904). Para se tratar buscou repouso em Campanha, Teresópolis e Petrópolis. Com a ajuda do pai que reuniu todas as economias da família foi para a Suíça, onde esteve no Sanatório de Clavadel, onde permaneceu de junho de 1913 a outubro de 1914, onde teve como colega de sanatório o poeta Paul Eluard. Em virtude do início da Primeira Guerra Mundial, volta ao Brasil. Ao regressar, iniciou na literatura, publicando o livro “A Cinza das Horas”, em 1917, numa edição de 200 exemplares, custeada por ele mesmo. Dois anos depois, publica seu segundo livro, “Carnaval”.

Em 1935 foi nomeado inspetor federal do ensino. Em 1936 foi publicada a “Homenagem a Manuel Bandeira”, coletânea de estudos sobre sua obra, assinada por alguns dos maiores críticos da época, alcançando assim a consagração pública. De 1938 a 1943, foi professor de literatura no Colégio D. Pedro II. Em 1940 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Posteriormente, nomeado professor de Literaturas Hispano-Americanas na Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, cargo do qual se aposentou, em 1956.

Manuel Bandeira faleceu no dia 13 de outubro de 1968, com hemorragia gástrica, aos 82 anos de idade, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no túmulo 15 do mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.

Durante o período em que cursava a Faculdade Politécnica em São Paulo, Bandeira precisou deixar os estudos para ir à Suíça na busca de tratamento para sua tuberculose. Após sua recuperação, ele retornou ao Brasil e publicou seu primeiro livro de versos, Cinza das Horas, no ano de 1917; porém, devido à influência simbolista, esta obra não teve grande destaque.

Dois anos mais tarde este talentoso escritor agradou muito ao escrever Carnaval, onde já mostrava suas tendências modernistas. Posteriormente, participou da Semana de Arte Moderna de 1922, descartando de vez o lirismo bem comportado. Passou a abordar temas com mais encanto, sendo que muitos deles tinham foco nas recordações de infância.

Além de poeta, Manuel Bandeira exerceu também outras atividades: jornalista, redator de crônicas, tradutor, integrante da Academia Brasileira de Letras e também professor de História da Literatura no Colégio Pedro II e de Literatura Hispano-Americana na faculdade do Brasil, Rio de Janeiro.

Poesias
A Cinza das Horas, 1917 (contém o poema “Cartas de Meu Avô)
Carnaval, 1919
O Ritmo Dissoluto, 1924
Libertinagem, 1930 (contém os poemas “Evocação do Recife” e “Vou-me embora pra Pasárgada”)
Estrela da Manhã, 1936
Lira dos Cinquent’anos, 1940
Belo Belo, 1948
Mafuá do Malungo, 1948
Opus 10, 1952
Estrela da tarde, 1960
Estrela da Vida Inteira, 1965
Prosas
Crônica da Província do Brasil – Rio de Janeiro, 1936
Guia de Ouro Preto, Rio de Janeiro, 1938
Noções de História das Literaturas – Rio de Janeiro, 1940
Autoria das Cartas Chilenas – Rio de Janeiro, 1940
Apresentação da Poesia Brasileira -Rio de Janeiro, 1946; 2ª ed. Cosac Naify – São Paulo 2009
Literatura Hispano-Americana – Rio de Janeiro, 1949
Gonçalves Dias: biografia – Rio de Janeiro, 1952
Itinerário de Pasárgada – Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954
De Poetas e de Poesia – Rio de Janeiro, 1954
A Flauta de Papel – Rio de Janeiro, 1957
Itinerário de Pasárgada – Livraria São José – Rio de Janeiro, 1957
Andorinha, Andorinha – José Olympio – Rio de Janeiro, 1966
Itinerário de Pasárgada – Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1966
Colóquio Unilateralmente Sentimental – Editora Record – Rio de Janeiro, 1968
Seleta de Prosa – Nova Fronteira – Rio de Janeiro
Crônicas da Província do Brasil – Ed. Cosac Naify – 2009
Crônicas inéditas I – Ed. Cosac Naify – SP- 2009
Crônicas inéditas II – Ed Cosac Naify – SP- 2009

Fontes: Sua pesquisa & wikipédia

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